Responsáveis: Wagner Farid Gattaz e Leda L Talib
Aluno participante: Helena J. P. Giroud
Resumo: A depressão é o mais comum dos distúrbios afetivos (diferente de distúrbios cognitivos ou de pensamento), e pode apresentar diferentes níveis de comprometimento de paciente para paciente: desde condições muito brandas até uma depressão grave podendo ser acompanhada por delírios e alucinações. Nos idosos a depressão merece maior atenção por muitas vezes estar associada com outros distúrbios ou ser erroneamente diagnosticada e, conseqüentemente, tratada de forma inadequada. A principal teoria bioquímica da depressão é a hipótese das monoaminas, que se apóia na idéia de que um déficit funcional das monoaminas transmissoras (serotonina e noradrenalina) em certas localidades cerebrais causa a depressão, enquanto um excesso na função resulta no estado maníaco. A serotonina (5HT) é um neurotransmissor e como tal, sua principal função é estabelecer uma comunicação entre as células nervosas: os neurônios. Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio, permitindo assim, ao ser humano, responder estímulos ambientais. A serotonina está envolvida em inúmeros aspectos do funcionamento normal do cérebro desde a regulação do humor até a regulação hormonal e estabelecimento de relações sociais. Baseados nessas observações, inúmeros estudos relacionam a serotonina e seu desequilíbrio no sistema nervoso com condições psiquiátricas e drogas que controlam os níveis de 5HT são utilizadas freqüentemente para o tratamento dessas condições. Além do que a deficiência nos níveis de serotonina pode estar intimamente ligada a alguma anormalidade na atividade de GSK3. A serotonina está em maior concentração no cérebro, mas também pode ser encontrada em plaquetas, nas quais é estocada em grânulos densos. Tendo isto em vista todos os estudos já realizados em animais e os achados, é importante estudar, em humanos, a interação entre essas duas vias de regulação da homeostase e provar as relações entre elas. O estudo será então realizado em idosos (> 65 anos) com diagnóstico de transtorno depressivo maior. Além disso, comparar essa interação antes e depois da medicação com fármacos seletivos da recaptação da serotonina. A quantificação de GSK3B será feita por Western Blot ou ELISA e de serotonina será feita por HPLC.